Gestação Gemelar – Complicações fetais Em 01/02/2007 por Cristiane Alves de Oliveira
Renato augusto Moreira de Sá
Laudelino Marques Lopes
A gestação múltipla é definida pela presença simultânea de dois ou mais fetos no útero materno ou fora.
A incidência de gestação múltipla tem aumentado nos últimos anos. O maior uso de técnicas de reprodução assistida e a elevação da idade da mulher na primiparidade são causas desse aumento. Nos Estados Unidos, mais de 3% dos neonatos são provenientes de uma gestação múltipla. A incidência atual da gestação gemelar encontra-se em 26 para 1.000 nascimentos, e de trigêmeos aproximadamente 6 para 1.000.
O aumento da morbimortalidade materna e fetal nas gestações gemelares e a diferença das taxas das complicações dependendo da corionicidade e da amnionicidade das gestações torna imperioso o diagnóstico preciso do tipo de gestação gemelar. A ultra-sonografia realizada no primeiro trimestre da gestação é o melhor exame para o diagnóstico do tipo da gestação gemelar, permitindo a avaliação do número de sacos gestacionais (corionicidade da gestação) e do número de sacos amnióticos (amnionicidade).
A gestação múltipla está associada ao aumento da morbidade e mortalidade perinatal, havendo maiores taxas de baixo peso ao nascimento, parto prematuro e mortalidade fetal nestas gestações. A mortalidade perinatal é cinco a e vezes mais elevada na gestação gemelar que na gestação com feto único.
Dentre as complicações fetais na gestação gemelar há ainda aquelas observadas especificamente nas gestações múltiplas
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